IMPACTOS ÉTNICO-RACIAIS NA MORTALIDADE POR DOENÇA DE CHAGAS: DADOS E IMPLICAÇÕES PARA A SAÚDE PÚBLICA
Resumo
Este artigo examina as disparidades étnico-raciais na mortalidade por Doença de Chagas no Brasil entre 2000 e 2022, utilizando regressão linear simples para analisar a relação entre ano e mortalidade em diferentes grupos étnicos. Os resultados indicam que a mortalidade entre brancos não é significativa ao longo do tempo, enquanto a população parda apresenta um aumento notável, sugerindo a necessidade de políticas de saúde direcionadas. A população negra também mostra uma tendência crescente de mortalidade, exigindo atenção das políticas públicas. Grupos amarelos e indígenas não revelam relações significativas. Além disso, Minas Gerais, Goiás, São Paulo e Bahia se destacam na quantidade de óbitos para quase todas as raças. A análise dos dados ``ignorados'' (dados omissos) indica uma redução nas taxas de mortalidade, sugerindo melhorias na coleta de dados. Os mapas e gráficos demonstram desigualdades raciais persistentes, enfatizando a urgência de intervenções específicas e melhor categorização de informações sobre cor/raça para enfrentar essas disparidades.